sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ensinando a aprender: O que é coaching?

    

Coaching é um processo de desenvolvimento pessoal e profissional que auxilia uma pessoa ou um grupo de pessoas a atingirem seus objetivos, através da identificação, entendimento e aprimoramento de suas competências.
No início, quando surgiu em meados da década de 70, o coaching era associado exclusivamente aos esportes, pois todo atleta ou equipe esportiva tinha o seu “coach”, que no Brasil é conhecido como treinador ou o“técnico” no futebol. 
As pessoas ou equipes que passam por um processo de coaching, naturalmente adquirem uma maior autoconsciência de sua conduta pessoal ou profissional, identificando os obstáculos que podem dificultar o alcance de seus objetivos e aprimorando competências para melhorar seus resultados.
Atualmente, o coaching é aplicado em todas as áreas e aspectos da vida, sendo muito comum a procura deste profissional por executivos, profissionais liberais e pessoas que desejam obter uma transformação em suas atitudes, trabalhando com o aperfeiçoamento de competências como liderança, comunicação, relacionamento interpessoal, organização, assertividade, gestão de tempo, planejamento estratégico, entre outras.
O coach auxilia seu cliente ou “couchee”, a atingir o máximo de seu potencial, incentivando-o na busca dos resultados, ensinando-o a aprender com seus próprios recursos e limites. 
Todo o processo de coaching visa auxiliar o cliente a estabelecer suas metas de uma forma organizada para o alcance concreto de um objetivo. Lembrando que meta é diferente de objetivo. 
As metas são ações mensuráveis, os passos para se atingir um objetivo. 
Então, um objetivo pode ter várias metas. Por exemplo, se seu objetivo é viajar para Paris, as metas serão todos os passos que você irá dar para chegar até Paris. Metas são expressas por valores numéricos, portanto, no exemplo da viagem a Paris, seria necessário quantificar o investimento financeiro, a quantidade de dias, os horários, entre outros fatores que possam ser medidos ou quantificados como resultados concretos.
O processo de coaching pode ser empregado na vida pessoal ou profissional, especialmente na mudança de comportamento, nos momentos de transição de carreira ou na orientação para novos empreendimentos. 
Toda pessoa que passa por um processo de coaching, descobre e desenvolve habilidades, recursos e comportamentos, administrando as mudanças com mais consciência e atitude.
O coach orienta seu cliente a construir uma missão, visão e valores de vida pessoal e profissional, primeiramente, através de uma avaliação detalhada do estado atual do cliente e em seguida, auxilia no estabelecimento de um plano de ação com objetivos e metas tangíveis e que possam ser monitoradas no processo. 
As sessões de coaching, normalmente, são realizadaso através de encontros semanais ou quinzenais, com aproximadamente uma hora de duração ou de acordo com as necessidades do cliente.
Nesses encontros, que poderão ser realizados pessoalmente ou até pela internet, o coach levantará todas as informações necessárias para a avaliação pessoal do seu cliente, estudando seu perfil comportamental para o alinhamento com seus objetivos. 
Estabelecido o objetivo a ser alcançado, o coach auxiliará o cliente na elaboração de um plano de ação, acompanhando e verificando passo a passo as metas e os resultados alcançados. 
Coaching é foco, ação, resultado e melhoria contínua. 
É a ferramenta poderosa para aqueles que almejam atingir seus objetivos, aprendendo novas possibilidades, transformando intenções em ações concretas com resultados sustentáveis.

Edson De Paula é consultor comportamental, palestrante motivacional, coach e facilitador de treinamentos comportamentais, sendo especialista nas áreas de comunicação, marketing, liderança, criatividade, atendimento, inteligência emocional, relacionamento interpessoal e motivação. 
Visite o site:http://www.edsondepaula.com.br

Pesquisa De Clima E As Melhores Empresas Para Se Trabalhar



Temos observado a atuação e os discursos dos RHs de diversas empresa, incluindo alguns clientes, no que diz respeito às Melhores Empresas para se Trabalhar. O desejo de estar lá é praticamente unânime. Vemos isso em empresas que ainda estão “engatinhando” em termos de RH, vemos em empresas que potencialmente já poderiam estar lá e vemos também em empresas que já estão e querem melhorar ainda mais, para atingirem o topo das listas.

Mas afinal, o que de comum têm nestas empresas que as tornam bons lugares para se trabalhar?

As consultorias de RH procuram fazer com que seus clientes invistam constantemente em pessoas. É um movimento voltado e focado na valorização dos talentos, no desenvolvimento do capital humano, em treinamentos gerenciais e comportamentais, no desenvolvimento das lideranças, em despertar e desenvolver competências, etc. Em resumo, procuram criar condições favoráveis aos colaboradores de seus clientes, para que estes produzam mais e melhor, gerando resultados crescentes.

Quero chamar a atenção para uma vertente apresentada. Em ambas as listas, em suas últimas publicações, os indicadores de rentabilidade são estudados. A lista publicada na revista Exame compara a rentabilidade das maiores com a rentabilidade das melhores. A outra lista, publicada na revista Época, compara a rentabilidade das ações das melhores empresas com índice Ibovespa nos últimos anos. Como resultados, ambos estudos mostram que as melhores empresas para se trabalhar, ou seja, aquelas onde há efetiva preocupação e valorização das pessoas, são mais rentáveis! E a diferença não é pequena! Isso vem endossar que o que as consultorias de RH fazem e aplicam está correto. Investir em pessoas não só é bom para os colaboradores, mas também gera resultados para a empresa!

O que há em comum nestas empresas é que elas são desenvolvidas em termos de gestão de pessoas. E é aqui que entra a nossa consultoria, que pode ajudar também a sua empresa a se desenvolver em gestão de pessoas. Neste sentido, uma boa alternativa é fazer um mapeamento das possibilidades de desenvolvimento, através de uma Pesquisa de Clima Organizacional.

Independentemente de estar ou não nas listas, podemos aprender com elas. Uma Pesquisa de Clima gera uma sólida base de dados, indicando os principais pontos a melhorar, que nortearão planos de ação e de desenvolvimento, fazendo com que sua empresa se torne um melhor lugar para se trabalhar.



(*) Gustavo G. Boog é Consultor e Terapeuta Organizacional, conduz projetos de elevação da competência pessoal, grupal e empresarial. Fone (11) 5183-5187 E-mail info@boog.com.br Site www.boog.com.br.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Oito situações capazes de arruinar uma entrevista de emprego.

Mesmo preparado e confiante, algumas situações podem minar as chances de candidatos a vagas de emprego.



O candidato chega a uma entrevista de emprego preparado e tem um início muito bom. A conversa flui suavemente e todas as coisas certas são ditas. De repente, vem a pergunta fatal, que ele não havia antecipado.

Nesse momento, muitas pessoas desmontam. Patinam na resposta e falham ao impressionar o recrutador. A confiança vai pro espaço e as chances de conquistar o emprego acabam definitivamente.

Seja uma pergunta surpresa ou outras situações complicadas, o candidato deve se preparar para o inesperado, pois são quase sempre elas que eliminam o profissional antes mesmo que o recrutador reflita sobre todas as entrevistas realizadas.

Para ajudar os candidatos a se anteciparem, recrutadores e especialistas em carreira descrevem oito situações que podem arruinar a oportunidade, com conselhos sobre como contorná-las com elegância e sagacidade.

1 – Você é pego desprevenido por perguntas impróprias ou ilegais.

Não é nada ético que recrutadores perguntem coisas como o estado civil do entrevistado e se ele tem filhos. Em alguns lugares, chega a ser contra a lei. Mas alguns recrutadores fazem e deixam o candidato em uma situação muito embaraçosa.

A coach de carreira Susan Whitcomb, autora de vários livros sobre gerenciamento de carreira, recomenda um processo de três passos ao responder a essas questões:

1 – Evite uma resposta direta à questão caso tenha alguma chance de prejudicar sua candidatura;

2 – Reflita rapidamente sobre a real intenção do recrutador ao realizar a pergunta;

3 – Dê uma resposta que atenda à possível expectativa do recrutador.

Quando questiona se o candidato é casado, por exemplo, o recrutador pode estar pensando em um estilo de vida que possa atrapalhá-lo no dia-a-dia do trabalho. Whitcomb sugere, por exemplo, que o usuário responda que está em uma relação sólida, com uma pessoa que dá apoio total na carreira e que dê exemplos sobre como a relação não atrapalhou empregos anteriores.

2 – Uma mancha na carreira do candidato entra em discussão

Muitos candidatos a emprego mostram alguma mancha em seu histórico de carreira, como uma demissão, uma passagem muito rápida em algum emprego ou até mesmo uma demissão por justa causa. A abordagem desse tema pode fazer toda a diferença.

De acordo com Whitcomb, tentar ocultar esses fatos deve estar fora de cogitação. “Responda as respostas que você mais teme e encontre respostas positivas para todas. Durante a entrevista, se antecipe ao esclarecer algumas dessas questões sobre posições de trabalhos anteriores”, sugere. Uma boa saída é mostrar o que aconteceu, dizer o que aprendeu com a situação e comprovar que não repetiria erros do passado.

3 – Uma resposta medíocre escapa

Não importa quanto o candidato se preparou para uma entrevista, pode acontecer de ter um branco e dar uma resposta insatisfatória. Nem tudo está perdido, no entanto. O candidato ainda terá a chance de voltar à questão mais tarde, diz a especialista em carreira do site Vault.com, Connie Thanasoulis-Cerrachio.

Connie relembra de uma entrevista em que deu uma resposta insatisfatória a uma pergunta inesperada, mas conseguiu contornar a situação 10 minutos depois. Ela lembrou de um projeto que faria parte de uma resposta satisfatória e perguntou se poderia voltar à questão anterior. O recrutador concordou e ela pôde consertar o erro.

4 – Respostas sem objetividade

Quando um candidato a emprego não sabe como responder determinada pergunta, ele costuma “enrolar” até que o recrutador desista daquela questão. Esse é um grande erro.

Se você perceber que está indo para esse caminho, pare. “Não há nada errado em dizer que não entendeu a pergunta ou que precisa de mais detalhes para conseguir respondê-la”, diz Connie.

A pausa para considerar uma questão de forma mais aprofundada também pode ser positiva, pois mostra ao recrutador que você tem a entrevista sobre controle. “Eu aprecio quando percebo que os candidatos entendem que estão perdendo o eixo e se estabilizam para retomar o controle”, afirma a recrutadora.

Como saber se você está dando voltas? Whitcomb diz que as respostas à maioria das entrevistas de emprego não deveriam tomar mais de dois minutos para serem articuladas. A exceção é quando a questão aborda temas comportamentais.

A estratégia recomendada é seguir uma sequência ao responder perguntas, no qual o candidato descreve a situação, métricas, ações, resultados e como tudo isso se adéqua ao valor que a empresa procura.

5 – O candidato não tem uma habilidade requerida

Há uma média de oito candidatos competindo por cada posição de emprego, de acordo com Whitcomb. Os empregadores podem se dar ao luxo de serem exigentes. As chances de você não ter todas as habilidades que são passadas aos recrutadores são grandes. De acordo com Whitcomb, isso significa que o candidato deve focar em mostrar ao recrutador que é aquilo que ele procura na pessoa que tem determinada habilidade, em vez de focar na habilidade em si.

Um exemplo simples: se o recrutador procura conhecimento em uma tecnologia que o candidato não possui, Whitcomb recomenda que o candidato questione o que deve ser alcançado com aquela experiência ou conhecimento específico e mostre que pode alcançar aquilo. O candidato pode falar de alguma situação na qual conseguiu bom desempenho trabalhando com uma tecnologia que não dominava antes de entrar no projeto.

6 – O candidato se desgasta

As entrevistas de emprego podem ser desgastantes físico e emocionalmente. Elas podem durar um dia todo, envolver questões intensas, com diversos tomadores de decisões, às vezes em diferentes salas e prédios. Tudo isso pode acabar com a energia do candidato.

Connie diz que, para manter a energia, a preparação prévia é muito importante: uma boa noite de sono e uma alimentação adequada durante o dia da entrevista é fundamental. “O importante é se manter com energia para não baixar a guarda e qualquer medida que possa manter a energia em alta é bem vinda”.

E se alguém lhe abordar em momentos entre as atividades perguntando como estão as coisas, não mostre fragilidade. As chances de essa pessoa conversar com os recrutadores é grande.

7 – Problemas com o vestuário

Roupa inadequada e com problemas, como a falta de um botão, pode trazer emergências que vão tirar do candidato foco na entrevista e fazê-lo se preocupar com outras coisas. É sempre bom estar preparado para essas situações carregando meias extras, kit de costura e tudo o que for necessário para garantir a aparência.

8 – O celular toca

Você está no meio de perguntas complicadas e esquece o celular ligado. De acordo com a lei de Murphy, ele vai tocar, invariavelmente. Se acontecer, a melhor forma é desligar o telefone rapidamente e se desculpar pelo mal entendido. E tenha a certeza de que o fez resistindo à curiosidade de checar quem estava ligando.

Por Meridith Levinson, CIO/EUA

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Psicólogos estão proibidos de avaliar presos para progressão de pena

Resolução é do Conselho Federal de Psicologia.

Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar validade da medida.

Uma decisão do Conselho Federal de Psicologia teve consequências para o sistema judiciário brasileiro. Os psicólogos que trabalham nas prisões estão proibidos de realizar o exame que avalia se os detentos podem receber o benefício da progressão de pena, que permite ao condenado sair da cadeia antes da conclusão da sentença.

Para ganhar a liberdade condicional ou passar para o regime semiaberto, alguns presos precisam passar por um exame criminológico que é determinado por um juiz.

Psicólogos analisam o perfil do detento para avaliar se ele ainda oferece riscos para a sociedade. Porém, desde junho, uma resolução do Conselho Federal de Psicologia proíbe os profissionais que trabalham nas cadeias do país de realizarem o exame.

De acordo com o conselho, os psicólogos têm pouco tempo para preparar o laudo, trabalham em condições impróprias e nem sempre a avaliação permite prever como será o comportamento do preso fora da cadeia. Eles citam o caso do pedreiro que matou seis jovens em Luziânia (GO).

Em 2009, o exame criminológico permitiu que o pedreiro Adimar Silva, condenado por estupro, fosse beneficiado com o regime de progressão da pena. Em menos de um mês, ele matou seis jovens.

O Ministério Público gaúcho entende que a proibição é ilegal e que, sem os laudos, a Justiça corre ainda mais risco de liberar criminosos violentos.

Para os promotores de Justiça, mudar o regime de detenção de um preso com base apenas no comportamento dele e no tempo de pena já cumprido é pouco. Eles questionam também se o Conselho Federal de Psicologia tem autonomia para tomar uma decisão como essa.

O Ministério Público Federal abriu inquérito civil para investigar se a resolução tem validade.

Liderança: uma abordagem prática

O que as pessoas enxergam em um líder?

O conceito de liderança, por ser extremamente amplo e abrangente, comporta as mais variadas leituras e análises, ou seja, Lideranças situacional, gerencial, social, participativa, etc.

Existem entretanto alguns aspectos que são comuns à imensa maioria dos líderes. Esses aspectos estão relacionados ao que as pessoas veem no líder e naquilo que ele transmite.

Mas o que as pessoas enxergam em um líder?

• Competência no que faz:um líder precisa ser competente na sua área. Isso não quer dizer que ele tem que ser o melhor operador ou o melhor vendedor.. Mas tem que ter visão ampla da área, passar confiança de que conhece a operação tanto no específico como no contexto geral;

• Ambição positiva:um líder quer mais, busca mais e as pessoas querem ir no vácuo. Portanto, líderes devem buscar seu crescimento e o de sua equipe;

• Seriedade pessoal e profissional:líderes devem dar exemplo de seriedade, honestidade e transparência de princípios, tanto na vida profissional como na social. As pessoas acompanham o que acontece com seus líderes e sabem o que se passa na vida deles muito mais do que se imagina. Existe uma autoridade moral a ser conquistada e mantida e isso passa seguramente por esse item.

O que o líder transmite à sua volta:

• Crença no que ele diz e faz:um lider passa confiança em seus atos e suas palavras, na medida em que põe em prática o que diz. Se ele é competente, ambicioso e sério, irá transmitir essa crença;

• Direção: mesmo quando não está dando ordens diretamente, um líder está transmitindo direção, ele é o timoeiro e as pessoas vão seguí-lo, fazer as coisas que irão se encaixar direta ou indiretamente nos planos gerais e isso muitas vezes é até inconsciente nos indivíduos;

Esperança de melhoria: é o conceito do “estou com ele, estou bem…” Bons líderes transmitem uma sensação de conforto, segurança, aliada sempre a uma expectativa até inconsciente de que as coisas irão melhorar.

É claro que há um aspecto filosófico nisso tudo, mas em uma abordagem dentro do cotidiano, é importante lembrar que Liderança é algo que se conquista e aí vem a pergunta: como praticar tudo isso? Como um gestor pode melhorar sua capacidade de liderança?

Alguns dos itens mencionados (competência, ambição, seriedade e mesmo a crença) implicam em uma estrutura comportamental que deve ser considerada como um modelo de vida e ser praticada naturalmente. Para muitas pessoas, entretanto, há um esforço a ser dispendido, uma vez que precisarão modificar muitas coisas na vida. Isso significa que o candidato a líder deve se perguntar: eu quero isso?

O verdadeiro líder acredita nesses aspectos e os internaliza de forma natural e as pessoas à sua volta percebem isso. A artificialidade e a superficialidade nessas práticas podem dar margem a uma interpretação de falsidade e arrogância, e isso não é nada bom se queremos cultivar uma imagem de liderança. Então, é preciso internalizar, acreditar e assumir a postura verdadeiramente. Isso não significa entretanto que as pessoas irão passar a reconhecer o indivíduo como líder num piscar de olhos. É preciso paciência. O reconhecimento é uma consequência.

Um ponto adicional que pode ajudar os candidatos a líderes: é extremamente importante que possam avaliar seus perfis comportamentais de modo a terem uma boa ideia de como são vistos, quais seus pontos fortes e os susceptíveis de desenvolvimento. Isso é autoconhecimento e parte fundamental do processo da liderança, porque os líderes normalmente sabem e controlam a imagem que transmitem.

Edson Rodriguez – é especialista em gestão comportamental e profissional, vice-presidente da Thomas Brasil e também autor dos livros “Por que alguns vendedores vendem mais que os outros?”

Dicas sobre entrevista de emprego

Vai fazer entrevista de emprego? Atente às técnicas que elevam suas chances


Segundo especialista, até quando o candidato fica calado ele passa alguma informação ao entrevistador.



Uma entrevista de emprego ou uma dinâmica em grupo deixam qualquer profissional inseguro, o que pode prejudicar o candidato e levá-lo a um desempenho não tão bom no processo seletivo. Mas como se dar bem nesta situação?

Para o diretor de Operações da Human Brasil, empresa de consultoria em Recursos Humanos, Fernando Montero da Costa, não existem fórmulas que garantam a vaga. Contudo, existem técnicas e habilidades que podem aumentar as chances de sucesso.

De acordo com ele, apesar de mudanças ocorrerem no mercado de trabalho, elas não alteram os elementos básicos que podem garantir o sucesso em um processo de seleção, como ter boa comunicação, conhecer a empresa, demonstrar interesse pela vaga e exibir uma postura correta.

“Uma comunicação deficiente, por exemplo, pode deteriorar a imagem, gerando falta de credibilidade e desconfiança”, disse Costa, por meio de nota. A diferença é que hoje os departamentos de Recursos Humanos intensificaram a análise dos candidatos e conseguem tirar informação até quando eles estão calados.

Olho no olho

Do sempre indicado olho no olho a um sorriso. Tudo passa pelo crivo do entrevistador. Costa ressalta que o tom de voz também pode se tornar uma ferramenta positiva para os candidatos. “Tom grave e suave, por exemplo, expressa segurança”, explicou. “A entonação deve ser variada e animada e o volume, adaptado ao número de entrevistadores”.

Para Costa, a velocidade da voz também diz muito sobre o candidato. Ele aconselha que ela seja mais lenta que em uma conversação normal, até para facilitar a pronúncia e a articulação. O especialista também cita a postura erguida e relaxada e o uso do sorriso como importantes ferramentas rumo ao sucesso.

Outras dicas podem reduzir as chances de o candidato errar na hora do processo. A primeira – e uma das mais importantes – é conhecer bem a empresa que oferece a vaga, o que significa ter informações sobre o setor de atuação, o departamento na qual se pleiteia a vaga e o entrevistador.

Outro ponto a ser levado em consideração é o motivo pelo qual se candidatou à vaga. Definir objetivos e traçar planos para curto, médio e longo prazos também podem ajudar.

Fazer perguntas demonstra interesse pela vaga. Embora pouco utilizada pelos candidatos, a chance de questionar o entrevistador pode elevar as chances de conseguir a vaga. Porém, cuidado, as perguntas devem ser inteligentes. Por isso, pense nelas antes da entrevista. Por Camila F. de Mendonça, InfoMoney